Arte tupperware

Nunca tinha pensado nisto. Não pretendo encontrar uma resposta cabal para esta questão. Será sempre uma aproximação e não uma resposta conclusiva. O caminho faz-se caminhando.

Mas a escola pode funcionar como um tupperware, isto é, como uma caixa hermeticamente fechada. Isto significa uma escola fechada em si mesma, que não comunica com os vários agentes educativos. Uma escola que não estabelece parcerias, não faz protocolos, não “investe” na formação do seus colaboradores,  como nos diz o Concílio Vaticano II, não está atenta aos sinais dos tempos.

E hoje estar atento a esses sinais é estar atento às várias formas de redes. Hoje o conhecimento faz-se, apreende-se, comunica-se e experimenta-se em rede. As redes tendem a  fazer uso de um lema básico: pouco gasto de energia e muita troca de matéria, neste  caso troca de informação, materiais, aprendizagens, etc…

É mais do que tempo a alteração paradigma: deixar a era do pc e passar a uma escola 2.0 ou escola 3.0 (num próximo artigo poderemos falar sobres esta evolução). Como se faz?

As escola têm um potencial elevadíssimo de recursos humanos. Para tal, com um pouco de motivação, de boa vontade e de um projecto aliciante, penso que não será difícil essa mudança. Em primeiro lugar teremos sempre que definir objectivos, que serão desenvolvido e avaliados no tempo. Segundo, devemos deixar de pensar na escola no lógica departamental, e passar a pensar numa escola em rede. Terceiro, temos que saber o que sabe cada departamento, quais são as suas reais competências, o que os distingue. Quarto, partilhar o ponto três, tornando-o explícito. Quinto, passar à acção.

Assim chegaremos às bibliotecas 2.0 ou a uma escola 2.0.

 

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