“A educação não é independente do poder, por isso, orienta a sua obra no sentido de formar gente adequada às exigências do sistema. Em certo sentido isto é inevitável, porque senão formaria magníficos “desempregados”, magníficos homens e mulheres “excluídos” do mundo do trabalho. Mas se isto não for contrabalançado com uma educação que mostre o que está a acontecer e, ao mesmo tempo, promova o desenvolvimento das faculdades que estão a ser deterioradas, perdido estará o ser humano.”

Ernesto Sabato, Resistir, Lisboa, Ed. D. Quixote, 2005, p.73.

(*) Postei este comentário a pensar nos meus alunos. Será esta a educação que preconizamos nas aulas? Será a nossa meta promover o desenvolvimento das faculdades (competências)? Penso que sim. É isto que “acelera o coração,  torna ofegante a respiração e trémula a voz [de um professor]. Quer partilhar que a vida é mias do que cinco continentes. há sete mares e um céu. [Existem montanhas e montanhas para serem sentidas e povoadas]” (http://jspp1994.blogspot.com).